“A Pace surgiu da necessidade de encontrar tênis nacionais feitos manualmente, com materiais de primeira, que não ultrapassem mil reais”, explica Felipe Eloy, 27 anos, sobre a marca, fundada em 2017. “São produtos autorais, produzidos com cuidado, que juntam elementos clássicos da sapataria ao esportivo e urbano dos sneakers”, diz.

São três modelos de calçados, com 12 variações, um de mochila, um de carteira e uma minibolsa. Cada item traz um ponto da rua: o skate nos tênis “light”, que acompanham a silhueta do pé, os militarizados, como as botas à la Kanye West, e os runners, de cabedal duplo para garantir maior conforto.

De sneakerhead a dono de marca, Felipe Eloy comanda a Pace Company, de tênis nacionais feitos à mão, e que hoje lança sua primeira linha de roupa.

(Vitor Pickersgill/Divulgação)

A marca lança também a sua primeira coleção de roupas. Chamada Resonance, ela chega ao Cartel 011, contando com camisetas, camisas, calças e bermudas inspiradas em modelagens de alfaiataria e jaquetas bombar ou parka em tecidos impermeáveis reforçando o DNA funcional da casa.

Sneakerhead desde sempre, Eloy começou estudando moda, em São Paulo, migrou para cool hunting e hoje completa a formação pessoal com um curso de administração de empresas.

(Pace Company/Divulgação)

“No começo, não tinha conhecimento sobre construir tênis”, conta. Usou, então, como referência, algumas marcas gringas e passou a desenhar os primeiros sketches. Tudo isso há quatro anos, quando abriu sua primeira marca, a Bang Footwear, hoje extinta. “Foi um estágio”, comenta. “E aprendi sozinho sobre modelagem, couro, gramaturas e como se monta uma fôrma.”

(Vitor Pickersgill/Divulgação)

Manter uma marca para esse nicho não é simples, concorrendo com as marcas esportivas e as maiores grifes do mundo. “No começo da década, as gigantes do esporte sacaram rápido os modelos de street casuais e investiram em linhas de lifestyle premium”, afirma. Mas o jogo virou. Se antes a rua copiava as marcas de luxo, agora casas como Balenciaga, Gucci e Louis Vuitton se apropriam das ruas para criar suas versões.

Como acreditar, assim, num negócio próprio e seguir com ele em frente? “Os tênis premium que vêm de fora sofrem taxações muito altas”, lembra. “Além disso, minha marca tem esse nome porque propõe um ritmo diferente de produção e se posiciona contra o jeito acelerado que vem da escala industrial.”

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